quinta-feira, 16 de maio de 2013

Contrapartidas

Para oferecer as contrapartidas a vocês, contamos com o apoio do talentoso artista plástico Aiuri Ribeiro (conheça o trabalho dele clicando AQUI). 

A seguir, conheça as nossas contrapartidas:

- HQ exclusivo "O Nascimento de Mary Black" - Aiuri Ribeiro (peça única)
- Viagem para acompanhar gravação + pernoite em Campinas + jantar no Restaurante Estância D'Oliveira +  figuração (opcional), com passagem aérea inclusa (de qualquer região do Brasil). (peça única)
- Carrinho de argila da Mary Black - Aiuri Ribeiro (duas peças)*
- Caricatura do apoiador - como um personagem da trama - junto com os outros pilotos do nosso universo, ou com os vilões do filme  -  Aiuri Ribeiro (5 peças)
- Cópia do roteiro autografado pelos diretores (10 peças)
- Link privado para assistir à pré-pré estréia (isso mesmo!) do filme (20 itens)
- Mini fotobooks (com 5 fotos), realizado pelo fotógrafo Gustavo Lemos (5 itens)
- Poster exclusivo do filme (autografado ou não!) (20 itens)
- Cópia dos DVDs do filme (




quarta-feira, 15 de maio de 2013

Vídeos

Trailer estendido



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Pronunciamento do Excelentíssimo Presidente do Estado Panamericano, Gen.Marino Rottenmaker



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Especial Fórmula Selvagem

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Oh my oh my...

Gravamos em uma UTI de verdade. Somos nossos novos ídolos.

Viva o cinema independente!

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Deus e o Diabo na terra do sol e da chuva



Ontem foi o nosso último dia de gravação com praticamente todo o elenco (ainda falta a Amanda na enfermaria e será bem pouco fácil arrumar isso) e foi muito, muito animal: caminhão velho, carro velho, fogo, sol, poeira, chuva, tudo do jeito que o diabo gosta!

Aliás, o diabo deve gostar mesmo e deve sentir especial prazer em nos colocar percalços absurdos. Ou Deus, sei lá, só sei que um deles (ou mesmo os dois) deve olhar pra cima ou pra baixo (dependendo do ponto de vista) e sorrir com um misto de ternura e ironia, "bobinhos...". "Que ousadia! alguém lá sem importa com vocês? ainda mais figuras milenares barbudas, chifrudas ou rabudas?" dirão alguns, munidos de todas as razões do mundo, mas a eles diremos "vista nossos sapatos, sente em nossas cadeiras almofadadas com espinhos de ferro!". 

Oh Drama!


Vamos lá:

Tínhamos acertado o empréstimo de um mercedão antigo com um malucão que tem cinco desses na garagem (garagem é figura de linguagem, ok?), liguei para ele k vezes para confirmar, mês após mês, semana após semana, dia após dia:

1113 Azul 1969 - Mercedes-Benz - Birigui cód.573898

Dia 120

- Olá senhor fulano, lembre-se do caminhão!
- Tranquilo, trouxa!

Dia 30

- Olá senhor fulano, tudo certo com o caminhão, não é?
- Claro, tontão!

Dia 5

- Olá senhor fulano, o caminhão existe e é nosso né?
- Certeza, bobalhão!

Eis que, para a surpresa da coletividade, no dia 1, a popular véspera.

- Olá senhor fulano, amanhã passamos ai para pegar o caminhão, ok?
- Ah filho, tirei a bateria, ta tudo parado!
- DOS CINCO???
- É eu inverti, coloquei a de um no outro, queimou tudo.
- TUDO?
- Tudo.
- ...
- Pena né? fica pra próxima!
- E se eu arrumar uma bateria? ou ligar meu rim em um deles?
- Ah mesmo assim, ta tudo sem freio...
- OS CINCO?
- Os cinco...
- Ah sim.
- Mas ó, faz assim, quando precisar de novo me liga!
- Sim, pode esperar!

Isso não é incomum, aliás é o mais comum, mas normalmente a negativa é menos elaborada, então, julguei eu, deveria ser verdade e de fato era, pois fui com o Jorjão (nosso mecânico) até os caminhões e só não saimos de lá pois ele julgou prudente não guiarmos caminhões de 40 anos sem freio pro ai. Eu protestei, mas fui vencido pelo argumento de que o caminhão poderia morrer e interromper nossa pista e portanto nossa gravação.

Fiquei muito feliz e pensei em adiar a cena, mas um sms do Thithola me fez mudar de ideia. O conteúdo não era de auto ajuda ou homoerótico, era simplesmente falando que ele resolveria 25 dos 50 problemas, pois havia arrumado um automóvel para tal. Feito!

Arrumamos outro caminhão, NO DIA DA GRAVAÇÃO, menor é verdade, mas muito estiloso. O arquiteto desta aquisição foi o nosso "gadget man", o Alex Hernandez, que na infância brincou com toda a população de Barão Geraldo. Ele me indicou ao Paulo, que apelidamos de Paulo Caminhão e um dos seus mecânicos, Antônio, levou a caminhonete chevrolet 70 para nós e lá ficou esperando, gentilmente, horas a fio. Nossos agradecimentos a ele!

Ai pensamos, com alívio, "ufa, deu certo". Sim, deu, UMA coisa das 50. No dia tivemos vários problemas, desde achar jatobá pra sujar os dentes dos vilões até os panos para cobrir as propagandas ao lado da caminhonete. Fácil, fácil...

No nosso "set", uma estradinha de terra no bairro de Betel, em Paulínia, um sol criminoso, violentão, brindando ao Cesar, a Marília e a Dona Alex que vestiam casacos de camurça e ao Thithola, que usava uma calça 4 números menor que seu corpo.

Para coroar, emprestamos uma Fiorino do Jorge para que eu fosse amarrado na caçamba no momento de filmar as cenas do carro. No primeiro take, sucesso! no retorno, uma freada brusca e nada do carro pegar, nada mesmo. 




Correia quebrada! 

- Tranquilo, vamos pegar o Fusca e buscar uma nova!
- Aham
- Flávio, o Fusca não tá pegando.
- Ah brincou
- Não, acabou a gasolina!
- Poxa vida! que gostoso! alguém quer dar um tiro na minha cara?


Com algum custo humano e financeiro, vencemos e fizemos a cena. A fiorino ficou lá, paradinha, até o fim da gravação, quando o dono foi resgata-la, com um sorriso no rosto.

Na cena da noite, havia a sensação de que algo poderia não correr muito bem, afinal faríamos um círculo de fogo no quintal de uma república estudantil, a "Tia Meia". 

Apesar de o Thithola e o Kuara terem experiência com o manejo de fogo (ambos apresentam espetáculos de pirofagia) e de eu já ter feito fogo algumas vezes, sempre fica aquele medinho de perder o cabelo comprido, tal como perdi os pelos da perna. 




Enfim, o acúmulo de probleminhas durante o dia fez com que atrasássemos um pouco o início das gravações e o sentimento de que algo foi esquecido, logo foi superado! locação bem decente, atores posicionados, fogo preparado... nada mais pode acontecer para nos atrapalhar!


Eis que chove...

Poderia ter caído um cometa, acontecido um terremoto ou uma explosão solar. A chuva seria a ÚNICA a apagar o fogo.

Dito e feito!

Obrigado, universo! seja você simbolizado por um barbudo ou um chifrudo.

terça-feira, 12 de março de 2013

Cova no Kartódromo

Pois é, além de gravarmos as cenas do Nefron e da Rachel de Windsor (a repóter da TV Panamericana) no Kartódromo San Marino, em Paulínia, também utilizamos o local para cavar e gravar uma cova.

Nossos agradecimentos ao Marcelo e aos moradores do entorno do local pela paciência com essa bizarrice.

terça-feira, 5 de março de 2013

Informe Especial - Formula Selvagem

Imaginem uma pista automobilística, toda equipada e iluminada, carros possantes gritando com seus motores e pilotos com sede de sangue. Some isso com uma bela repórter e um figurino top! Imaginou? Legal, pois não foi exatamente isso que tivemos na gravação da segunda cena do nosso projeto.

Gravamos a cena no Kartódromo San Marino, em Paulínia um lugar muito bonito e tranquilo. Tinha tudo pra dar certo: A atriz Bruna Ribeiro estava maquiada, ensaiada e pronta. Helen Quintanas tinha o figurino na agulha. O ator Fabio Thithola caracterizado e possante. Guilherme "Gro" Pazzeti com cabelos ao vento e a postos no som.  Flavio Carnielli inspirado e com a câmera na mão. O dono do kart nos disse que aquele dia era um dia parado, que não teria problemas de gravar no meio da pista.

E não é que quando fomos pra pista, me aparece um moleque pra andar de kart? Ou melhor, o moleque sai do box e me faz a volta mais lenta que eu já vi na vida! Juro pra vocês que ele estava só tirando onda. Eu de bicicleta faria uma volta mais rápido do que ele. Mas tudo bem, já estávamos lá, bora gravar.

Quando o garoto sai pro pit-stop e finalmente conseguimos gravar um take, adivinha quem veio fazer uma visita? Sim! Nossa grande fã, a chuva! Agora imagina toda essa "equipe" se espremendo em baixo de um guarda sol, lutando pra proteger todo o equipamento. E quando para de chover, não podia ser diferente. O moleque volta a pista.

Entre voltas de tartaruga e um céu molhado, gravamos a cena com agilidade e maestria. O mais legal é o garoto parar de andar no exato momento que saímos da pista e voltamos pra parte coberta pra desmontar. As vezes acho que isso tudo é de propósito, que o universo testa a gente nos dias de gravação. Bem, Sr. Universo, pode preparar o próximo perrengue, porque a gente é duro na queda!

domingo, 3 de março de 2013

Atores




O processo de seleção dos atores foi bem complexo: Por se tratar de figuras do universo infantil,com um ligeiro “twist” de personalidade, precisávamos encontrar pessoas com essas duas características  que conseguissem cativar e assustar ao mesmo tempo. Fizemos alguns testes e aos poucos foram aparecendo: Cesar Póvero, com sua grande eloquência e refinada loucura para o papel do Barão das Alturas; Pricila Junqueira, que é doce, mortal e flexível para o papel de Lili ; Alexandra Sanches com toda sua simpatia, experiência e disposição com seus 83 anos para o papel da Cuca e  Marilia Ennes para o papel de Thinna, a líder maldosa . 

O grande barato do último personagem da gangue, o Bolota (um porquinho endemoniado), é que o ator que o interpreta (Fabio Thithola), além de ele trabalhar na produção, tem outro papel na trama, o Lionel Nefron. O Nefron é um personagem que também está presente no nosso trabalho anterior, do mesmo universo do Mary Black, o "Jana contra a máquina do tempo", trata-se de um bicheiro/faz tudo arrogante e sexista que decide entrar para o universo das corridas sem uma mão e um olho.

Para os personagens principais, nós já tínhamos em mente quem queríamos e fomos muto felizes em nossas escolhas. Trabalhar com a Amanda Moreira e Kuarahy Fellipe tem renovado nossa esperança nos atores dessa geração do cinema independente. Quando se trabalha com orçamento baixo, é crucial que os atores tenham, além de muito talento, disposição e garra para fazer e refazer, paciência com o "em cima da hora" e superação, para fazer na rua, debaixo do sol escaldante ou da chuva gelada, o que a maioria faz em estúdios. 

Quanto ao processo, fizemos algumas imersões no universo e trabalhamos algumas cenas semelhantes a do texto, onde brincamos com carros, fogo e “sangue”, destruímos coisas e nos divertimos bastante. Fizemos alguns laboratórios, para que os atores ficassem mais a vontade em um universo que é bastante distante do nosso (ou não, vai saber), da mulher que quebra tabus dirigindo um carro de corrida nos anos 70, dos vilões que retem um prazer muito especial pelo fogo e pelo cheiro da carne queimada, o presidente enlouquecido pelo poder...

Seguimos em frente!